A expectativa é que o comércio eletrônico se torne o maior canal de varejo do mundo até 2021, superando as vendas de supermercados, mercearias, lojas de vestuário e calçados. Especialistas acreditam que o e-Commerce responderá sozinho por 14% do varejo mundial. Entre os polos, a região Ásia-Pacífico lidera as vendas online que já representam 17%. China e Coreia do Sul são os principais impulsionadores desse movimento por lá. Estados Unidos e Canadá juntos, já alcançam algo em torno de 15%. Na Europa Ocidental o comportamento dos consumidores varia muito, de forma que o e-Commerce ainda não figura como carro-chefe das vendas no varejo. O Reino Unido tem sido um grande protagonista do consumo online, seguido por Dinamarca e Finlândia. Por isso, as estratégias internacionais devem ser desenhadas por região, país e categoria. Se você está pensando em exportar, confira as 6 (seis) principais tendências do comércio eletrônico mundial.

Consumidores Ativistas. Essa tendência aponta para o comércio eletrônico ético. A conscientização dos consumidores sobre o aspecto sustentável tem aumentado, de forma que àqueles compradores que se identificam com os valores e princípios dos vendedores, fidelizam e reverberam a marca. Nesse quesito, questões como “por que uma caixa tão grande para um produto tão pequeno?” ou “como é feito esse produto?” ou, ainda, “esta marca é socialmente responsável?” vem à tona e podem potencializar ou afetar os resultados.

A gestão das devoluções. Somente nos Estados Unidos o custo anual com os retornos de e-Commerce alcançaram US$400 bilhões, o equivalente a aproximadamente 1 (um) mês de todas as vendas no varejo por lá. Políticas de retorno generosas têm sido usadas para aumentar as conversões reduzindo a incerteza do consumidor. Você sabia que 62% dos consumidores estão mais propensos a comprar on-line se puderem devolver sem custo? – Mas o crescimento do comércio eletrônico, o frete grátis e as devoluções livres criaram um efeito colateral perigoso. Hoje, cerca de 44% dos varejistas dizem que as margens são fortemente impactadas pelo tratamento das devoluções e embalagens.

  • Em 2018, a Amazon anunciou que instituiria um banimento vitalício para “retornadores em série”, compradores que têm o hábito de devolver a maioria de suas compras.
  • 61% dos varejistas disseram que fariam o mesmo se tivessem os meios para acompanhar melhor os retornos e os “retornadores em série”.
  • Acredita-se que já em 2019 haverá uma infinidade de iniciativas dos varejistas para impedir retornos, que vão desde políticas mais complexas ou que condicionem os retornos à incentivos, a fim de conter esse ritmo insustentável.

Sites ou Aplicativos? – A resposta é PWA (Progressive Web Apps)Os PWAs estão mudando a maneira como o comércio eletrônico e o celular coexistem. Marcas e varejistas começaram a migrar de sites e aplicativos para esse “novo” padrão. O Progressive Web App é um híbrido entre sites e aplicativos. Ele combina as vantagens de cada um e elimina as limitações de outro.

Recursos do PWA:

  • Carrega de 2 a 10 vezes mais rápido que os sites para dispositivos móveis.
  • Tem boa capacidade off-line.
  • Pode ser adicionado a uma tela inicial sem precisar de atualização.
  • Permite notificações por push.

Os PWAs criam experiências móveis atraentes e de carga rápida e são acessíveis a todos por meio da Web para dispositivos móveis, criando uma experiência padrão, independentemente do navegador, tipo de dispositivo e/ou conexão.

As Redes Sociais. Não satisfeitos com a simples venda (ou identificação) dos chamados leads e tráfego, as plataformas de mídia social estão tentando superar a lacuna do comércio eletrônico, tornando-se transacionais (como assim?). Significa que os usuários poderão concluir as compras sem sair da plataforma. A chamada “compra social” já é padrão na China, onde 55% dos usuários compram bens ou serviços diretamente em uma rede social. Os serviços de mensagens privadas, que estão explodindo em popularidade, também devem se tornar transacionais. WhatsApp, Snapchat e Facebook Messenger estão mostrando números de engajamento que chegam aos bilhões.

  • 87% dos compradores de comércio eletrônico acreditam que a mídia social os ajuda a tomar uma decisão de compra.
  • 1 em cada 4 empresários estão vendendo através do Facebook.
  • 40% dos comerciantes usam mídias sociais para gerar vendas.
  • 30% dos consumidores dizem que fariam compras diretamente em plataformas de mídia social.

A Inteligência Artificial (IA). Os varejistas hoje carregam de 2 a 10 vezes mais SKUs (Stock Keeping Unit) do que há 10 anos. SKUs que para existirem online precisam de conteúdo (como imagens, vídeos, descrições, tamanhos, atributos e produtos complementares). Ou seja, o conteúdo do produto é o coração do comércio eletrônico. Adquirir essas informações de fornecedores é uma tarefa manual, complicada e lenta. As soluções baseadas em IA automatizarão cada vez mais a criação, otimização, classificação, tradução e distribuição de conteúdo de produtos que, combinados, se tornarão uma necessidade para acompanhar a demanda dos consumidores por mais informações sobre os produtos. A partir dai, os comerciantes com mais (e melhores) informações ganharão o cliente. O mercado chinês de comércio eletrônico diz que sua ferramenta baseada em inteligência artificial é usada um milhão de vezes por dia pelos fornecedores. Varejistas Canadenses de móveis domésticos, por exemplo, passaram a fazer uso de um sistema de merchandising baseado em inteligência artificial e elevaram as vendas online em 26% em menos de um ano.

O QR CodeQualquer pessoa pode utilizar a sua câmera para detectar códigos QR e investigar descrições, preços e outras informações relacionadas ao produto. Os usuários verão um prompt na tela quando o dispositivo reconhecer um código QR (que geralmente leva menos de um segundo), com a opção de clicar em um link, que leva o usuário ao local desejado. Isso resolve o desafio dos fabricantes de marcas, onde o espaço limitado na embalagem pode impossibilitar a exibição de todas as informações relevantes do produto – ao mesmo tempo em que oferece uma oportunidade de criar uma relação direta entre a marca e o consumidor. Ao tornar a detecção de código QR uma parte nativa do iOS e do Android, a Apple e o Google removeram a principal barreira para o uso e a adoção do código QR: depender de aplicativos para lê-los. De acordo com a Deloitte, os consumidores que verificarão os produtos em uma loja física antes de realmente compra-lo on-line crescerá 48%. Nesse contexto, uma digitalização em QR pode dar a uma marca ou comerciante mais influência sobre seus consumidores.

A ascensão do comércio eletrônico impacta os varejistas em uma série de questões, desde os investimentos até a organização e o planejamento das lojas. Os varejistas precisam estar preparados para a rapidez com que esse canal se tornará uma parte significativa de suas vendas. Ao mesmo tempo, os varejistas precisam entender como o comércio digital evoluirá por país e tipo de categoria. A Europa Ocidental é um ótimo exemplo de como os países e as categorias estão se movendo on-line em diferentes velocidades.

 

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