O uso de Drones nos negócios cresceu em diferentes setores da economia nos últimos anos, sobretudo em função da capacidade dos Drones de apoiar a tomada de decisão com precisão, por meio da geração precisa de dados e da eficiência que esses equipamentos proporcionam. No Brasil, a importação de drones tem crescido. Já nos Estados Unidos, empresas de capital de risco investiram um total de US$ 1,5 bi desde 2012 em startups de Drones comerciais e, registra-se, essas empresas estão moldando o setor. A maioria das pessoas associa Drones a aeronaves militares caras ou a pequenos brinquedos de consumo, mas dados recentes mostram que o futuro será liderado por Drones comerciais. E você sabe o que é tecnicamente um Drone?

Drones são veículos aéreos não tripulados. São robôs tipicamente controlados remotamente por um piloto. Originalmente criados como alternativas mais seguras e baratas para aeronaves militares tripuladas, os Drones são, agora também, brinquedos de consumo e fornecedores de eficiência operacional em diferentes setores econômicos.

Drones podem variar em forma e tamanho, mas os componentes principais (bateria, microcontrolador, motor, sensores) são essencialmente os mesmos. Por serem manufaturados com partes de smartphones, uma redução bastante expressiva no preço dos Drones tem sido percebida em todo o mundo, favorecendo o acesso de consumidores e empresas. Não é exagero comentar que Drones podem ser vistos como smartphones com a capacidade de voar ou mover. Valiosos por sua combinação de hardware móvel e conexão à Internet, eles podem servir como uma plataforma na qual diferentes aplicativos, softwares e modelos de negócios podem ser construídos.

E o mercado de Drones já movimenta globalmente áreas interdisciplinares como a de Recursos Humanos. De acordo com a Toptal Enterprise LLC, há demanda tanto para gestores de software de mapeamento de Drones, ou planejamento de vôo, até seguros específicos e plataformas que facilitam a identificação e contratação de pilotos de Drones.

No Brasil, a importação de drones deve seguir as regras da ANAC, que são complementares aos normativos de outros órgãos públicos como o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) e da Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL).

Em um relatório de 2016, o Goldman Sachs estimou que as tecnologias de drones alcançarão um volume total de mercado de US$ 100 bi entre 2016 e 2020. Embora 70% desse número esteja ligado a atividades militares, o negócio comercial representa a oportunidade de crescimento mais rápida, projetada para alcançar US$ 13 bi no período.

E depois que alguns países, tidos como protagonistas no comércio mundial, permitiram a utilização de Drones no comércio interno, houve um estímulo importante para o desenvolvimento do mercado de Drones comerciais – não voltados ao consumidor nem às atividades militares.

Em alguns setores, os Drones até possibilitam novos modelos de negócios e oportunidades. A PWC estima que Drones comerciais tenham um mercado total de US$ 127 bilhões globalmente. Espera-se que os Drones façam parte das operações diárias em setores tão variados como seguros, agricultura e jornalismo. Segundo a PWC, a indústria mais promissora parece ser a de infraestrutura, com um valor potencial global de US$ 45 bilhões, seguida pela agricultura e pelo setor de transporte.

A tendência é que o hardware do drone seja cada vez mais acessível financeiramente, de forma que o crescimento dessa indústria, pelo que tudo indica, será amparado pelos serviços agregados. O alcance por drones pode servir para fins médicos em áreas de difícil acesso no mundo. A Zipline, uma startup do Vale do Silício – Estados Unidos, fornece suprimentos de sangue e vacinas para países africanos sem infraestrutura. Nessas áreas, voar é mais eficiente do que dirigir (e pode ser um substituto efetivo para soluções mais caras, como helicópteros).

Os drones também são considerados o futuro das entregas rápidas. De acordo com um relatório da McKinsey, uma economia de 40% nos custos de entrega poderia resultar em um aumento de 15-20% na margem de lucro e em uma redução de preço de 15 a 20%. Como os salários provavelmente continuarão subindo, a entrega autônoma se tornará cada vez mais vantajosa, especialmente nos países desenvolvidos.

Você já ouviu falar sobre o Amazon Prime Air? A gigante do e-commerce há muito tempo divulga seus grandes planos de entrega em menos de 30 minutos, utilizando drones, sob um projeto chamado Amazon Prime Air. Os drones autônomos da Amazon, que são guiados por GPS, podem voar a altitudes de até 400 pés e transportar pacotes de até 5 libras a velocidades de até 50 MPH. Em junho de 2017, a Amazon registrou uma patente para um depósito semelhante a uma colméia, usado para despachar drones. Esta patente retrata um centro de atendimento multinível que acomoda os drones de entrega inbound e outbound. A instalação possui vários níveis, com vários locais de pouso e decolagem. Isso não é tudo. As outras patentes de Drones e de logística da Amazon têm sido o material da imaginação: armazéns aéreos com drones a 45.000 pés de altitude, armazéns subaquáticos com drones e estações de recarga de drones presas a postes telefônicos, prédios e postes de luz. Embora a aquisição da Whole Foods pela Amazon seja provavelmente o movimento de maior visibilidade para a expansão da pegada de distribuição, as muitas patentes de logística da Amazon demonstram a ênfase da empresa no cumprimento e entrega.

No entanto, as previsões da Gartner sobre a entrega de drones são pessimistas, estimando-se que a entrega inclua apenas 1% de todas as operações comerciais até 2020.

Os Drones podem ser usados ​​em uma ampla gama de aplicações, como:

  • O mapeamento 3D, por meio da identificação e fotografia de áreas para criar mapas. Nessa modalidade, os Drones oferecem visualizações panorâmicas que mapeiam áreas com mais eficiência do que um pesquisador conseguiria faze-lo a pé, por exemplo. Com essa capacidade, os Drones já estão moldando as operações das empresas de construção, agricultura e mineração. Eles podem alimentar os dados no trator de um fazendeiro, por ex., identificando com mais facilidade quais áreas de milho exigem mais nitrogênio e permitindo que o agricultor aja rapidamente sobre o assunto. “Os agricultores não são o que você vê como o cara tradicional no campo com um forcado e uma enxada … Eles são gerentes de negócios de operações complexas. Tudo o que eles fazem tem de aumentar o retorno do investimento.”, diz Forrest Meyen, COO da startup Raptor Maps;
  • As inspeções, onde são particularmente valiosos para inspecionar áreas de difícil alcance em determinadas altitudes ou em ambientes contaminados. Por exemplo, o uso de Drones já está revolucionando a inspeção de torres de telecomunicações, onde um Drone pode implementar atividades de monitoramento por uma fração dos custos e do tempo tradicionais; ou ainda na análise aérea de edifícios e outras infraestruturas, como dutos, painéis solares, redes elétricas e plataformas marítimas;
  • A transmissão de dados,  os Drones podem amplificar os sinais da rede da Internet e acessar locais remotos, como desertos ou áreas amplas da África ou da Ásia. Uma rede totalmente sem fio no céu seria menos dispendiosa, menos perturbadora e levaria menos tempo para construir do que infraestrutura terrestre. O Google adquiriu a Titan Aerospace, uma startup que produz Drones de alta altitude, e está testando equipamentos de banda larga movidos a energia solar para apoiar a implementação do Projeto Loon, que visa fornecer internet para todos os cidadãos globais. A transmissão de dados usando Drones também pode ser utilizada durante eventos de grande escala, como jogos esportivos ou shows, quando a cobertura é inadequada para todos em um estádio. Além disso, os Drones podem utilizar sinais de rádio para coletar medições de atividades específicas (por exemplo, consumo de gás), quando não é possível conectar medidores inteligentes à Internet;
  • A produção de vídeos, os Drones podem ser usados ​​para segurança e patrulhamento de áreas remotas, por meio da produção de vídeos. Com o uso de Drones, é mais fácil reagir rapidamente a uma situação crítica e eliminar o risco de exposição humana em situações perigosas. Separadamente, os Drones também são frequentemente usados ​​na produção cinematográfica graças à sua capacidade de produzir vistas aéreas de alta qualidade a custos mais baixos do que os helicópteros.

Os investimentos mais expressivos nesse negócio estão concentrados na China, em Israel e nos EUA, com cada país servindo um segmento de mercado diferente. A maioria dos investimentos e startups bem financiadas estão nesses países. A China dominou o mercado consumidor e as soluções de hardware com a Dajiang Innovations (DJI), que respondeu por 36% das vendas de Drones norte-americanas no ano passado. Por outro lado, as empresas dos EUA estão focadas no desenvolvimento de soluções de hardware comerciais específicas ou software de ponta a ponta para aplicações comerciais, e Israel tem estado na vanguarda do desenvolvimento de aplicativos militares. As empresas israelenses de Drones também estão liderando o caminho para soluções autônomas para empresas com Airobotics, de Tel Aviv.

Importante o registro de que os investimentos em Drones continuam altos a fim de diminuir os custos de produção. Os investimentos no espaço totalizaram cerca de US$ 1,5 bilhão desde 2012. Os principais impulsionadores desses investimentos incluem a diminuição dos preços dos componentes dos Drones como, por exemplo, sensores e baterias; o enorme potencial do mercado comercial; e os avanços tecnológicos em inteligência artificial (IA) e análises de dados.

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