O mercado de plantas medicinais e o de produtos farmacêuticos elaborados sem químicos nocivos, vem aumentando rapidamente em muitos países. Atribui-se a esse movimento o comportamento dos consumidores, sobretudo nos países desenvolvidos, que passaram a acompanhar detalhadamente os ingredientes encontrados em seus alimentos, bebidas e medicamentos e, inclusive, o processo de produção do que estão comprando. Esse grau de exigência está mudando a perspectiva do setor.

A regulamentação está aumentando. Há uma pressão considerável sobre a utilização dos recursos naturais, a fim de que haja sustentabilidade no manejo e no comércio, conservação da biodiversidade e rastreio de toda a cadeia. Nesse sentido, os padrões privados têm feito seu papel.

Esses cenários estão fomentando o comércio internacional de plantas medicinais. Com uma taxa de crescimento anual composta de 7,6%, durante 2012 e 2016, o mercado mundial de medicamentos à base de plantas deverá ser avaliado em pouco mais de US$ 130 bilhões.

No entanto, isso ainda não resultou em benefícios substanciais para produtores de países em desenvolvimento. Os mercados de exportação parecem não ter registrado aumento nos preços das matérias-primas. A solução para esses problemas requer maior cooperação entre àqueles que produzem, colhem e negociam as plantas medicinais; incluindo os governos, responsáveis pelas políticas públicas com vistas à regulação.

Em regiões como a América do Norte, os produtos fitoterápicos são vendidos como suplementos ou nutracêuticos, e são pré-aprovado pelo FDA – Food and Drug Administration. As exigências do FDA para esses produtos são menos rigorosas em comparação aos medicamentos convencionais. Um ambiente regulatório favorável aos fitomedicamentos, impulsiona o desenvolvimento do mercado mundial de plantas medicinais.

O aumento da população geriátrica é outro fator que impulsiona o mercado mundial de medicamentos à base de plantas. O envelhecimento em países como o Brasil e o México já tem se equiparado aos de países europeus, Estados Unidos e Canadá. Vale lembrar que esta população utiliza suplementos alimentares que, por sua vez, estimulam a venda de fitomedicamentos e nutraceuticos.

Os países da Europa Ocidental testemunharam um aumento significativo na prescrição de medicamentos homeopáticos, devido à maior conscientização e adoção positiva dessa opção de tratamento. Maior eficácia, menos efeitos colaterais e segurança durante a gestação, são alguns dos fatores que contribuem para a adoção mais frequente de medicamentos homeopáticos na região. Para além da Homeopatia, a Europa Ocidental é, reconhecidamente, um hub de produtos à base de plantas, o que contribui para o crescimento do mercado mundial de fitomedicamentos.

Nos países da Europa Oriental, os medicamentos fitoterápicos testemunharam um tremendo aumento nos últimos anos. Na Rússia, a maioria da população prefere medicamentos à base de plantas como uma opção primária para o tratamento.

A crescente demanda dos consumidores por produtos com rótulo ecológico, está impactando até supermercados tradicionais, que estão expandindo as gamas de produtos em suas prateleiras e amparando um aumento acentuado nas vendas de produtos fitoterápicos nesses países.

O Japão é também um forte exportador de fitomedicamentos. Mas além disso, estima-se que mais de 30% do total de fármacos vendidos nacionalmente sejam formulados à base de plantas.

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