Desde a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (em inglês: UNFCCC – United Nations Framework Convention on Climate Change), firmada em 1992, seus membros (atualmente 197 nações) reconhecem a urgência do tema e buscam a estabilização das emissões de gases de efeito estufa (GEE) globalmente. Em Paris, concordaram que a temperatura média de aquecimento mundial não deveria ser maior que 1,5 °C, um nível considerado pré-industrial. Nessa perspectiva, como o controle das emissões de gases de efeito estufa (GEE) por PMEs que operam no Comércio Exterior poderia ser manejado, dentro de suas limitações, nesse esforço global em favor do clima?

Supondo que o objetivo da UNFCCC seja alcançado e haja uma mudança no mindset global, com ações voltadas a neutralização das emissões de carbono de todos os lados, principalmente de países altamente poluentes como China, Estados Unidos e Índia, de acordo com o WRI Brasil (World Resources Institute), esses seriam os impactos ambientais:

  • Os períodos de ‘calor extremo’, fase em que a população global estaria exposta a ondas muito fortes de calor, pelo menos uma vez a cada cinco anos, será elevado em 14%.
  • O ‘aumento do nível do mar’ deverá subir até 2100, cerca de 0,40 metros.
  • Cerca de 4% dos animais vertebrados deverão perder pelo menos metade de sua capacidade geográfica, ou seja, serão extintos.
  • Cerca de 8% das plantas serão extintas.
  • Cerca de 6% dos insetos também deverão passar por processo de extinção.
  • Em torno de 7% dos ecossistemas deverão se transformar em outros biomas.
  • 4.8 milhões de km2 de gelo permanente (permafrost) deverão derreter.
  • Haverá 3% de redução na produção agrícola mundial.
  • Haverá entre 70 e 90% de declínio dos recifes de corais.
  • Haverá 1.5 milhão de toneladas de declínio nos cardumes para pesca.

Nós poderíamos apresentar explicações detalhadas de como cada um dos fenômenos acima se compõem, mas não é esse o objetivo deste artigo. O fato é que, chuvas mais fortes, enchentes com maior frequência, secas em novas áreas, o aparecimento de doenças de amplitude global e a migração forçada, em função do cenário de esgotamento de recursos naturais – que tende a surgir em algumas regiões do mundo, são consequências das mudanças climáticas ao longo dos anos, ainda que o objetivo da UNFCCC seja alcançado. E é imperativo que seja!

Embora os três maiores responsáveis pelas emissões de GEE (gases de efeito estufa) estejam listados a seguir, todos nós fazemos parte desta estatística direta ou indiretamente, uma vez que a globalização proporcionou uma outra perspectiva sobre as barreiras territoriais e, certamente, ainda que você nunca tenha estado na China ou nos Estados Unidos, há grande probabilidade de que (você) consuma produtos ou serviços ofertados por estes países e, portanto, participe, em algum grau, do processo de emissão de GEE.

  1. China – altamente dependente de carvão, emitiu 9.9 bilhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera em 2020.
  2. Estados Unidos, emitiu 4.4 bilhões de toneladas de CO2 em 2020.
  3. Índia, emitiu 2.3 bilhões de toneladas de CO2 em 2020.

O objetivo deste artigo é publicizar um tema de primeira ordem, e gerar reflexão sobre as ações que empresas e comunidades podem adotar, em suas rotinas, para colaborar para o meio ambiente, sendo o consumo (e a prestação de serviços) consciente o primeiro deles. Quando pensamos em Comércio Exterior, e no volume de negócios realizados entre os diferentes países, é ainda mais importante que haja consciência socioambiental nestas transações. Deve haver equilíbrio e preocupação no que tange ao desenvolvimento sustentável dos negócios para que o livre comércio seja um fator global de crescimento e produção de riqueza com equidade social e preservação ambiental.

Embora as ações de PME (pequenas e médias empresas) e da comunidade tenham, em uma primeira análise, impacto reduzido nos resultados em perspectivas globais, cada qual contribuindo dentro de suas limitações, considerando que, a maior parte das empresas do mundo é pequena ou média, e que a sociedade global alcança mais de 7 bilhões de pessoas, pequenas ações podem efetivamente mudar o mundo. Você poderia começar entendendo como funciona sua cadeia produtiva e quão preocupados com esse tema estão seus parceiros de negócios. Quais métricas socioambientais você estabelece em suas políticas institucionais?

Aqui na Braver, ao término de cada operação de importação ou exportação que gerimos, plantamos árvores em áreas de degradação ambiental no Brasil, para ajudar a compensar a emissão de CO2 gerada no projeto. Essa é uma iniciativa muito importante e que não traz custos adicionais para àqueles que contam conosco para gerir suas operações internacionais. As árvores são muito estratégicas porque captam dióxido de carbono (CO2) da atmosfera, um dos gases que agravam o efeito estufa, e ajudam a regular a temperatura. Somos pioneiros no Comércio Exterior sustentável.

Author

A Braver é uma empresa de classe mundial especializada em Comércio Exterior e Relações Internacionais. Autoridade em trading, importação, exportação, outsourcing, internacionalização, branding, otimização tributária e projetos internacionais de alto desempenho.