Uma rápida pesquisa no Google dará a você 16 milhões de artigos diferentes sobre como os millennials podem salvar o mundo ou ser culpados pelo que há de errado com ele. Esse fascínio pelos millennials gerou uma nova indústria de especialistas – consultores, palestrantes, coaches (sobretudo pseudo-coaches, mas isto é pauta para um outro artigo) e autores – nos dizendo que os millennials são diferentes e que é preciso saber lidar com eles. Será?  Bem, vamos à ciência e às estatísticas.

Economicamente, os millennials têm um poder aquisitivo importante e crescente, estimado em US$10 trilhões ao longo de suas vidas. Também ditam tendências e influenciam outras gerações, muito, também, em função do contexto digital que essa geração vive.

Nos Emirados Árabes Unidos, os millennials representam cerca de 31% da população economicamente ativa. Enquanto alcançam 18% no Vietnam e 11% no Japão. Índia e China, respectivamente, detém as maiores populações de millennials em todo o mundo. Entretanto, nesses países, o poder de consumo é bastante baixo. Suíça, Noruega e Dinamarca, por sua vez, têm a menor população de millennials do mundo, embora, registra-se, com o maior poder aquisitivo relativo.

Os millennials parecem mais ativos no que se refere ao comércio internacional. Eles participam mais das atividades de importação e exportação seja por meio de seu trabalho, por curiosidade ou, ainda, porque viajam mais cedo e com maior frequencia do que as gerações anteriores. Esse entusiasmo com o comércio exterior, talvez, esteja associado à internet e à tecnologia, que simplificaram as relações e aproximaram as pessoas em todo o  mundo.

Recentemente a Forbes publicou um artigo ressaltando a natureza e os desejos de jovens (enfatiza-se, ambiciosos e bem-educados nos Estados Unidos) empreendedores (os millennials). Nessa avaliação, características como o interesse por tecnologia, o comportamento de compra baseado na experiência, na autenticidade e no valor agregado, foram destacadas como intrínsecos à geração. Mas, já parou para pensar que é bastante provável que a geração X, por exemplo, também se identifique com o artigo?

Um estudo de 2012 descobriu que os millennials são mais cívicos e politicamente desengajados, mais focados em valores materialistas e menos preocupados em ajudar a comunidade, quando comparados à geração X (àqueles nascidos entre 1962 e 1981) e aos baby boomers (nascidos entre 1946 e 1961). O estudo foi baseado em uma análise de dois grandes bancos de dados contemplando 09 (nove) milhões de estudantes do ensino médio e/ou em processo de ingresso nas universidades Americanas. De acordo com o USA Today. “A tendência é a ênfase em valores extrínsecos como dinheiro, fama e imagem, e menos ênfase em valores como a autoaceitação e a participação em grupos comunitários.”

Os millennials também são considerados, geralmente, como mais “mente aberta” e mais favoráveis ​​a igualdade dos direitos às minorias. Outros adjetivos positivos para descrevê-los incluem autoconfiança, expressividade, participação, otimismo e a recepção de novas ideias e modos de vida.

Embora vistos como mais liberais, alguns millennials estão contrariando a tendência. Um estudo publicado pelo Conselho de Famílias Contemporâneas dos Estados Unidos descobriu que os alunos do ensino médio acreditam, cada vez mais, que o homem deve ser o líder em um relacionamento, e que a mulher deve cuidar do lar. “Tem sido uma reversão constante.”, disse a coautora do estudo, Joanna Pepin, candidata a doutorado em sociologia na Universidade de Maryland.

Os millennials também são mais propensos a usar bibliotecas públicas do que outras gerações, de acordo com o Pew Research Center. Talvez como reflexo da inclinação dessa geração ao compartilhamento.

Há um debate espirituoso, se não cansativo, sobre se os millennials são narcisistas autossuficientes ou benfeitores de mente aberta. Pesquisa apresentada na reunião anual da Sociedade para Personalidade e Psicologia Social – SPSP, em San Diego, descobriu que os próprios millennials acreditam que são mais narcisistas que as gerações anteriores, mas não gostam disso.

“Há duas gerações, as pessoas eram completamente altruístas e, nesta geração, nos matamos para assistir a próxima temporada de qualquer coisa no Netflix.”, disse Joshua Grubbs, doutorando na Case Western Reserve, Universidade em Ohio.

A abordagem de vida egocêntrica pode ser devido ao aumento do individualismo na sociedade. “Há uma tendência muito consistente e confiável em que todos os indicadores de individualismo têm aumentado ao longo dos últimos 100 anos.”, disse Igor Grossman, psicólogo da Universidade de Waterloo, em uma reunião do SPSP. Nesse sentido, não seria uma característica da geração, mas da sociedade.

Outros estudiosos apontaram que a tentativa de fazer generalizações sobre uma geração inteira é um esforço fútil. Além disso, alguns sugeriram que a discussão sobre millennials tende a se concentrar principalmente em jovens brancos das áreas suburbanas, ignorando a experiência única de imigrantes e minorias.

Sabe o que as gerações têm em comum? – Todas reconhecem um bom serviço e a importância de um parceiro estratégico no desenvolvimento de um negócio. Em comércio exterior e relações internacionais, não há dúvidas, conte com a Braver e tenha assistência de alto padrão em importação e exportação.

Author

A Braver é uma empresa brasileira especializada em comércio exterior e relações internacionais. Pioneira na aplicação do conceito de sustentabilidade aos negócios internacionais. Autoridade em trading, importação, exportação, outsourcing, internacionalização, branding, otimização tributária e projetos internacionais de alto desempenho.

Escrever Comentário