Os consumidores podem ter se dado conta recentemente dos desequilíbrios de longa data da cadeia de suprimentos, mas para os varejistas que estão prestando atenção, a situação pode não ser necessariamente uma surpresa. A crise da cadeia de suprimentos começou há mais de um ano, quando as respostas dos governos e das empresas ao COVID-19 criaram incontáveis pequenas interrupções. Adicione a esse cenário uma explosão da demanda por parte dos consumidores, ao mesmo tempo e em quase todo o mundo, e chegamos ao gargalo no transporte internacional, refletida na forma de atrasos, principalmente nos portos.

De acordo com a plataforma Business Insider, à medida que os importadores tentam garantir seus pedidos, mais mercadorias passam a integrar o gargalo e a situação vai ficando pior. O acúmulo de produtos, a desorganização quanto ao fechamento e a abertura de fábricas, bem como questões trabalhistas e a escassez de equipamentos, têm colaborado imensamente para a denominada crise da cadeia de suprimentos.

  • O que causou isso?

Muitas coisas. Escassez de matéria-prima , fechamento de fábricas, falta de motoristas de caminhão nas estradas, congestionamento portuário , alta demanda por transporte marítimo e aéreo, infraestrutura inadequada – e a lista continua. As cadeias de suprimentos dependem de pessoas e equipamentos e, se houver escassez de suprimentos, haverá atrasos e custos.

  • O que as empresas podem fazer?

Como as tarifas de transporte estão incrivelmente altas, e os bens mais difíceis de adquirir, as empresas precisam colocar energia e recursos para obter os materiais que terão maior impacto aos seus clientes e menor impacto em seus balanços. A tecnologia pode ajudar, mas apenas se já estiver instalada e funcionando. Incentivar o comportamento útil do consumidor, como comprar cedo, é uma estratégia que pode ajudar.

  • O que está por vir?

Se os varejistas puderem colocar os produtos nas prateleiras, o próximo desafio será a entrega dos pedidos de comércio eletrônico. A UPS, por exemplo, player importante do setor de transporte internacional expresso, estima que os pedidos ultrapassarão a capacidade de entrega em cerca de 5 (cinco) milhões de pacotes por dia neste ano. Por outro lado, parece que novos players estão chegando para preencher essas lacunas.

  • Quando isso tudo vai acabar?

Os executivos discordam sobre quando a crise da cadeia de suprimentos vai acabar. As estimativas variam do início de 2022 até 2023. O problema é que a crise não tem bordas claras. Mesmo que alguns portos estejam operacionalmente tranquilos, ainda não há caminhões suficientes nas estradas, ou trabalhadores em depósitos, ou vans de entrega nas ruas. E o COVID-19 sempre pode causar paralisações e atrasos adicionais. Cada cadeia de suprimentos tem sua peculiaridade, mas existem alguns indicadores a serem observados para compreender a saúde do sistema como um todo.

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