Os pagamentos internacionais têm uma importância inquestionável para os negócios. No entanto, é uma área que permaneceu relativamente intocada pela revolução digital que está em andamento há quase vinte anos. Também está claro que há espaço substancial para melhorias, considerando que:

  • Pagamentos Internacionais podem levar dias e, às vezes, semanas para chegar à conta do destinatário;
  • O conteúdo das mensagens é errático;
  • As taxas são substanciais e imprevisíveis, devido ao envolvimento de múltiplos atores no processo;
  • A integração geral nas cadeias de valor dos clientes é fraca.

Tudo isso deixa os clientes dos bancos e as Fintechs à procura de alternativas, e as Fintechs acreditam que as coisas podem ser muito melhores. Ao mesmo tempo, os pagamentos internacionais constituem um dos poucos negócios altamente lucrativos que restam para os bancos. Mas, a grande questão é, por quanto tempo?

A digitalização está impulsionando a mudança no relacionamento entre os bancos e seus clientes – com impactos crescentes nos pagamentos internacionais. Entre os principais impulsionadores incluem a indústria 4.0 e as mudanças dos modelos de negócios que culminaram em novas necessidades de pagamento. Vale lembrar que a presença de gigantes de TI e das Fintechs, na busca pela desintermediação e pela reinvenção dos processos, incluindo os pagamentos internacionais, também contribui com o movimento.

Por meio da digitalização, as expectativas das empresas e dos consumidores mudaram drasticamente, impulsionadas pela experiência com outros meios de comunicação digital. Esses consumidores estão, agora, acostumados com:

  • Respostas imediatas.
  • Transparência total das informações.
  • Serviços digitais gratuitos.
  • Experiências mais simples e mais fáceis durante as transações.
  • Cadeias de valor totalmente digitalizadas/automatizadas.

A experiência tradicional da indústria de pagamentos ainda não atende esses referenciais e, gerealmente, inclui:

  • Vários dias para executar pagamentos e receber respostas.
  • Controle e transparência muito limitados sobre as informações enviadas.
  • Taxas substanciais – baseadas no valor transmitido e não no custo para servir.
  • Experiência fragmentada do usuário – envolvendo envio de arquivos e documentos.
  • Processos altamente manuais – e, portanto, propensos a erros dos dois lados.

É fato que os clientes dos bancos aceitaram essas deficiências, até aqui, devido à falta de alternativas. Mas o surgimento de novos concorrentes, como a TransferWise e a Ripple, indica que os clientes podem escolher provedores que atendam mais às suas necessidades e expectativas – e também precificam melhor, ou seja, são mais baratos.

As expectativas das empresas e dos consumidores mudaram drasticamente, impulsionadas pela experiência com outros meios de comunicação digital.

Os bancos ainda desfrutam da confiança das empresas e continuam sendo sua primeira escolha para transferências de alto valor. Mas as Fintechs estão se atualizando, aumentando sua atratividade para as corporações, enriquecendo suas ofertas com recursos como contas virtuais que garantem altos padrões de segurança etc. Não seria exagero afirmar que os bancos poderiam até perder seu modelo de negócio com a utilização das criptomoedas.

De acordo com a Business Insider Researchers, consumidores e empresas realizarão 841 bilhões de transações não-financeiras em todo o mundo em 2023, ante 577 bilhões em 2018. Os próximos cinco anos marcarão uma transformação crucial na maneira como as empresas e os consumidores lidam com pagamentos.

O impacto da transformação digital dos pagamentos está se espalhando pelo mundo, tanto nas economias avançadas quanto nos países em desenvolvimento. Nas principais regiões do mundo, o volume total de transações de e-commerce deverá crescer 91% nos próximos cinco anos, para US$ 5,7 trilhões até 2023.

Para navegar com sucesso nesse panorama em constante mudança, os indivíduos e as organizações precisam entender até que ponto a transformação digital afetará o setor de pagamentos, os principais impulsionadores desse crescimento e, como isso se relacionará com o trabalho que eles fazem todos os dias.

Os próximos cinco anos serão críticos sobretudo para as quatro seguintes áreas:

Pagamentos Globais. Ásia, América do Norte e Europa serão as três principais regiões de crescimento nos próximos cinco anos e representarão 70% de todo o crescimento das transações não monetárias até 2023.

Pagamentos nos EUA. Nos EUA, os pagamentos P2P (person to person) e de varejo combinados ainda terão menos de um quarto do tamanho do mercado de pagamentos B2B (business to business) até 2023 (US$ 6,3 trilhões contra US$ 27,3 trilhões).

Comércio eletrônico dos EUA. Os gastos totais com e-commerce nos EUA ultrapassarão US$ 1 trilhão até 2023, e o consumidor médio gastará quase US$ 3.000 on-line.

Pagamentos Emergentes dos EUA. Até 2023, 67% dos adultos americanos terão usado o BOPIS (um conceito que permite a compra on-line com retirada na loja) pelo menos uma vez nos últimos 12 meses.

Pessoas, empresas e organizações de todo o mundo estão correndo para adotar as soluções de pagamentos mais recentes e evitar dificuldades de crescimento em meio a uma transformação tecnológica.

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