A economia de Israel passou por várias transformações desde sua fundação. As laranjas simbolizavam as exportações do país até a década de 1970. Os têxteis também desempenhavam um papel importante na ocasião. Agora, o boom da alta tecnologia que Israel vem experimentando, há cerca de duas décadas, tem o potencial de torná-los um dos melhores lugares do mundo para o setor produtivo. Como um país tão pequeno, menor que o estado de Sergipe, consegue ser benchmarking em inovação, ciência e tecnologia? E como o modelo de gestão de Israel pode impactar a forma como você administra seus negócios no exterior?

Israel conseguiu dobrar sua população em 30 (trinta) anos, aumentar seu PIB em 400% (quatrocentos por cento), suas reservas em moeda estrangeira em 3% (três por cento) e, ao mesmo tempo, reduzir a dívida pública em 76% (setenta e seis por cento). No ranking mundial de competitividade, o país figura na 21ª (vigésima primeira) posição, à frente de economias como Japão, França e Coréia do Sul.

O setor de alta tecnologia representa metade das exportações industriais Israelenses. O país lidera a produção high-tech mundial.

A dicotomia está para o fato de que a alta tecnologia emprega apenas 9% (nove por cento) da força de trabalho em Israel. Um outro aspecto relevante é a lacuna que existe entre o desempenho da indústria de alta tecnologia e a chamada indústria tradicional, muito menos produtiva.

Uma contramedida do governo foi a criação da Autoridade de Inovação, um órgão que fomenta, suporta e monitora os setores, ditos tradicionais, como o de alimentos, aço, têxteis e de plástico, mas também acompanha o setor de serviços, priorizando as áreas de finanças (e daí a expressividade do país entre as Fintechs) e de construção civil.

A perspectiva é que, ao longo do tempo, esses segmentos ganhem tração e operem nas mesmas condições de “temperatura e pressão” da indústria de alta tecnologia. A contramedida é um indicativo de que Israel monitora suas ineficiências e aplica correções para não perder de vista seu objetivo e propósito.

Um outro exemplo mensurável aponta que, há pouco mais de dez anos, Israel não era um player importante no setor automotivo. Entretanto, agora, é um dos principais desenvolvedores de tecnologia para a condução autônoma.

O fato é que desde que o carro se tornou digital, conectado e autônomo, o país ganhou espaço no setor porque tem valor a agregar do ponto de vista científico e intelectual. Essa premissa também é aplicada na área da saúde e no tratamento de água, segmentos em que Israel também tornou-se relevante.

Características importantes do Ecosistema de Israel:

  • O país lidera o número de empresas listadas na Nasdaq, depois de EUA e China.
  • Lidera a concentração de start-ups, com uma para cada 400 (quatrocentas) pessoas (ou uma a cada 19km2).
  • Lidera o número de funcionários atuando em P&D. São 140 por 10.000 (os EUA chegam em segundo lugar com 85 por 10.000).
  • O país lidera o número de funcionários no segmento de alta tecnologia. São 250.000 profissionais dedicados ao setor.§  É líder na produção mundial de artigos científicos.
  • O país sustenta os rankings de número 1 (um) entre 148 economias com habilidades em inovação e número 2 (dois) em empreendedorismo.
  • Primeiro entre as 60 (sessenta) principais economias do mundo em termos de habilidades tecnológicas e científicas, de acordo com o Índice Global de Dinamismo (GDI).
  • Número 2 (dois) no Fórum Econômico Mundial.
  • O segundo país mais educado do mundo, de acordo com o The Wall Street Journal.
  • Número 4 (quatro) em capacidade de atração de investimentos estrangeiros, de acordo com a Deloitte.
  • Número 5 (cinco) em número de patentes per capita.
  • E número 5 (cinco), também, no índice Bloomberg dos países mais inovadores do mundo.

Esses índices podem ser justificados por algumas características de gestão. Israel dedica uma parte relevante do orçamento, cerca de 4% (quatro por cento) ao P&D. Apenas a critério de comparação, países como Alemanha, Estados Unidos e Japão investem entre 2 e 3% (o Brasil, por sua vez, nao alcança nem 1,3%). Há cerca de 350 (trezentos e cinquenta) centros multinacionais de P&D em Israel, que constituem uma parte importante do ecossistema de inovação do país e criam valor tecnológico significativo.

Apenas 480 (quatrocentos e oitenta) mil pessoas, aproximadamente, vivem em Tel Aviv. Quando você considera que apenas metade são economicamente ativas, uma coisa é clara: não é seguro lançar um produto ou serviço exclusivamente em território Israelense. Nesse cenário, pensar globalmente é a única escolha! As empresas em Israel são muito ativas no comércio internacional e é muito comum que, desde o início das operações, projetem seus negócios para o mundo, sem quaisquer fronteiras.

O comportamento do setor privado, aliado a um forte investimento governamental em P&D, além de um ambiente macroeconômico inclinado ao desenvolvimento científico, tecnológico e intelectual, transformaram Israel em referência mundial quando o assunto é alta tecnologia.

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