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A percepção de que uma moeda desvalorizada favoreceria as exportações, em uma primeira análise, sendo, inclusive, um dos pilares da economia chinesa desde meados de 1984, contrastaria com o fato de que uma moeda valorizada, favoreceria o investimento industrial e a aquisição estrangeira de insumos e bens de capital. O equilíbrio entre apreciação e depreciação cambial é tema recorrente entre economistas de diferentes vertentes. No Brasil, a falta de competitividade (não somente industrial) é costumeiramente ‘subsidiada’ com estratégias monetárias, que passam pela desvalorização do câmbio, ainda que indiretamente. A aposta macroeconômica na depreciação da moeda e essa relação entre câmbio e competitividade é a pauta do nosso artigo.

Os consumidores podem ter se dado conta recentemente dos desequilíbrios de longa data da cadeia de suprimentos, mas para os varejistas que estão prestando atenção, a situação pode não ser necessariamente uma surpresa. A crise da cadeia de suprimentos começou há mais de um ano, quando as respostas dos governos e das empresas ao COVID-19 criaram incontáveis pequenas interrupções. Adicione a esse cenário uma explosão da demanda por parte dos consumidores, ao mesmo tempo e em quase todo o mundo, e chegamos ao gargalo no transporte internacional, refletida na forma de atrasos, principalmente nos portos.

O setor artístico e cultural, responsável por vendas de quase US$70 bilhões em todo o mundo, tem registrado leve queda no volume de itens comercializados, embora o valor agregado das peças tem crescido. Fortemente afetado pelas incertezas políticas e macroeconômicas, como o BREXIT, a guerra comercial entre Estados Unidos e China e um retardo no consumo mundial, a importação e exportação de obras de arte tem tentado impulsionar um mercado detentor de um modelo um tanto engessado de negócio e que termina por privilegiar artistas consagrados frente aos novos talentos. Mas o que esperar para os próximos anos em um meio de negócio tão fechado?

O mercado mundial de maquinário agrícola deverá movimentar cerca de US$113,0 bilhões em negócios até 2025, com uma taxa de crescimento anual de 4,2% entre 2020 e 2025. Acredita-se que a mola propulsora do setor venha a ser o volume de operações de importação e exportação de equipamentos agrícolas, em função do desejo de mecanização (leia-se precisão e eficiência) dos processos no campo, estimulada pelos governos, por meio de isenções fiscais e estímulos ao crédito e ao financiamento tecnológico, nos diferentes países em todo o mundo.

Natural, verde, ecologicamente correto, de produção sustentável – são termos cada vez mais presentes. Produtos que carregam rótulos e embalagens com apêlo sustentável têm influenciado significativamente as compras de consumidores mais preocupados com o que consomem e o impacto dessa decisão na qualidade do envelhecimento. O Brasil, em função de sua rica biodiversidade, opera na exportação de ingredientes naturais com expressividade. Alimentos e bebidas funcionais têm desempenhado um papel importante neste segmento. Ocorre que a indústria também enfrenta desafios, sobretudo em função da limitação mundial de recursos naturais e a crescente demanda populacional por essas matérias-primas. A exportação de ingredientes naturais permite que países parceiros produzam alimentos e bebidas funcionais, cosméticos e outros produtos voltados ao cuidado pessoal em todo o mundo.

A indústria química tem sido parte integrante da paisagem econômica global por muitos séculos. As primeiras fábricas de produtos químicos foram construídas na Europa durante a revolução industrial, quando os processos para fazer concreto e roupas impermeáveis ​​foram desenvolvidos. Desde então, por meio da importação de produtos químicos, outros países passaram a contribuir com a construção de uma indústria química global, atualmente bastante evoluída e considerada como um motor de produtividade que permeia quase todos os setores da produção de bens.

O surto de Covid-19 ocorreu em um contexto de comércio global lento que se arrasta desde a crise financeira de 2008. Embora o volume do comércio de bens, entre 1990 e 2007, tenha crescido a uma taxa média de 6,2% ao ano, “estabilizou-se” em apenas 2,3% ao ano, entre 2012 e 2019. Da mesma forma, a participação das exportações de bens e serviços no PIB global, que atingiu um máximo histórico de 31,0% em 2008, estava em torno de 28,0% desde 2015. A rápida disseminação do Covid-19 e as medidas tomadas pelos governos para contê-lo trouxeram sérias consequências para as principais economias. Muitas atividades produtivas foram interrompidas em todo o mundo, inclusive com o fechamento generalizado de fronteiras. Isso resultou em um aumento acentuado do desemprego, com a consequente redução da demanda por bens e serviços e retração do PIB global nos primeiros cinco meses de 2020.

A indústria de energia renovável continua sendo um dos setores mais vibrantes, transformadores e em rápida mudança em todo o mundo. Melhorias tecnológicas, quedas de custos na implantação e a influência de novas estruturas de financiamento transformaram o setor em um motor de crescimento econômico em vários países. Empresas que têm apostado na importação de energias renováveis, seus equipamentos e sistemas, saem na frente.

Essenciais na formulação de políticas públicas de comércio exterior, esses profissionais são capazes de fomentar a internacionalização, a competitividade e o intercâmbio de ideias, produtos e serviços. Fatores primários para o desenvolvimento e a geração de emprego e renda em qualquer país. Políticas de Comércio Exterior são complexas porque afetam diretamente a economia e a expectativa das pessoas para o futuro. Fundamentadas no longo prazo, os desdobramentos das políticas públicas de comércio exterior refletem na indústria, no comércio, nos serviços e reverberam, ainda, no câmbio, na infraestrutura, na administração aduaneira e regulatória, na política fiscal, na governança e nas relações internacionais.

Estratégicos na construção de negócios globais, na esfera privada, são eles, também, que preparam empresas de diferentes tamanhos e estruturas de capital, para analisar conjunturas e entender quando, como e por onde começar uma jornada no exterior. Podem participar desde a construção de conceitos, marcas, produtos e serviços para determinados mercados, até a gestão financeira, cambial, logística, aduaneira e operacional de negócios internacionais já estabelecidos. A tecnicidade das tarefas diárias e uma linguagem difícil de ser interpretada por outsiders, conferem um grau de especialização adicional.

Realidade aumentada, inteligência artificial, big data, blockchain. Como toda essa matematização pode impactar a carreira de um Profissional de Comércio Exterior?

Enquanto países como Alemanha, Reino Unido, China e Estados Unidos apresentam relevante desaceleração econômica e o mercado financeiro reage ao alerta de uma possível recessão global, o segmento de luxo segue em alta. No Brasil, a crise econômica que assola o país desde 2014 impulsionou a saída de marcas importantes. Mas, no geral, o mercado de luxo segue com força. De acordo com o principal executivo de uma marca de roupas que opera no Brasil há 20 anos, com presença em mais de cem países e receita que alcança os R$5 bilhões (de reais), a estratégia em todo o mundo é se aproximar dos millennials, àqueles nascidos a partir de 1980. Mas, afinal, quais são as principais transformações e expectativas para o mercado de luxo em cenários globais tão instáveis?